INTERNET Comentei esta manhã nas quatro aulas que lecionei no Integral Itu sobre o computador e suas facilidades. Escrevo agora apenas para reafirmar. Os jovens, especialmente os de ensino médio, têm capacidade de utilizar o computador para estudos e trabalhos. Infelizmente, ouvimos que não e também eles têm provado que não. Pensamos, nós mais velhos, que eles nem precisariam de aulas de informática, pois nasceram dentro dos computadores. Mas precisam. A dificuldade para formatar um texto é grande, por exemplo. Espaçamento, margem, parágrafo, número de páginas. Realmente, eles não estão utilizando o computador para benefício próprio. Defendo que usem e que abandonem completamente o estilo século XIX e passem a viver no século XXI. Aos poucos devemos deixar de lado os cadernos e usar o notebook como caderno. Isso já acontece nas universidades, especialmente nos cursos de pós-graduação e também nas bibliotecas. Comentei ainda que criem blogs e que tenham twitter. É uma medida para escrever, para viver o texto dentro de seu contexto jovem. Escrevendo diariamente em um blog, cansamos de algumas estratégias e criamos outras. Lançamos informações, polêmicas e até prever o futuro é possível. Portanto, a maioria dos alunos devem ter um blog. É um exercício de redação, seja nesta ou naquela modalidade linguística. O importante é ele saber diferenciar e usar corretamente a norma culta. Assim, ele terá mais chances de compreender o universo tão complexo dos textos que lê e que analisa na escola e na vida. Temos que incentivar a cultura da escrita. Dessa maneira formaremos pensadores melhores, pois ao escrever, mesmo sobre aquele assunto que conhecemos bem, somos obrigados a pensar melhor, a afunilar nosso pensamento, nos aprofundar literalmente. Escolher palavras para dizer até que é fácil, difícil é tornar claro o que queremos que seja compreendido por escrito. Recomendo os blogs a seguir: http://www.comunicatudo.blogspot.com http://www.guisalla.wordpress.com É isto por hoje.
Escrito por Emerson Sitta às 14h40
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REFLEXÕES SOBRE O COMEÇO DA NOITE Saudade ou miséria. Ou vivemos pela morte ou pela vida. Se sonhamos demais algo nos puxa para a realidade, se o pessimismo nos alerta, provocamos devaneios. O começo da noite é um intervalo entre as naturezas do homem e os mistérios do mundo. Inegavelmente pensamos sobre nós, escondidos ou escancarados. Basta as estrelas chegarem para o concerto começar.
Escrito por Emerson Sitta às 22h46
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REFLEXÕES SOBRE O DIA Aos poucos as horas vão passando e levando de cada um de nós o que somos. Será que vamos perdendo tudo? Não! Mesmo esgotados temos alguma coisa para oferecer. Seja um beijo ou um pensamento.
Escrito por Emerson Sitta às 22h42
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REFLEXÕES SOBRE O AMANHECER Quando o dia amanhece ninguém se lembra da noite que passou. Mentira. Basta o galo cantar e toda a vida que passou naquelas últimas horas, encontra um horizonte e viaja.
Escrito por Emerson Sitta às 22h35
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EU VOU FAZER 400 ANOS Todo ituano nascido em Itu, pois há aqueles que chegaram depois, alguns para contribuir outros para atrapalhar, irá completar no dia 02 de fevereiro 400 anos. Que orgulho, que alegria, que fantástico... que chatice. Enfim, retirando os problemas, as ditaduras, a falta de respeito com o povo, o tradicionalismo, a mesquinhez, o preconceito, os monopólios, Itu é uma bela cidade. É difícil olharmos para ela e para sua história e constatarmos o que temos hoje: uma cidadezinha boa para morar. Tantos acontecimentos envolvendo o Estado de São Paulo e o Brasil e Itu continua sendo uma cidadezinha boa para morar. Eu não queria que fosse assim. Mas que outras histórias tivessem acontecido e ainda estivessem acontecendo nesta cidade. Mas em Itu tudo é grande, inclusive a passividade do povo ou paciência talvez. Queria que realmente fosse o contrário. Tanto que fora daqui eu encho a boca para falar de Itu. Digo que sou da cidade histórica das histórias mais importantes do Brasil. Mas aí eles me dizem que em Itu tem um orelhão gigante e a conversa vai morrendo aos poucos. É difícil não passar em outras cidades e questionar. Algumas vencendo outras chegando bem perto. Basta ver Indaiatuba e Cabreúva. Elas todas deviam estar aos nossos pés. Sorocaba, Campinas, Jundiaí. Mas o que eu ouço por aí é: "eu adoro Itu, adoro cidade histórica". Enfim, chegamos a esse tempo assim. Espero que nos próximos dias, meses, anos a estância turística atraia pelo lado cultural, mas também pelo lado comercial e industrial. É possível sim crescer sem desprezar as tradições. É possível sim conviver com as transformações do mundo sem apagar nosso passado glorioso. Haja vista São Paulo, mas claro que sem aquele caos. Para terminar, uma memória feliz que tenho da cidade são as praças. Como eu gosto de sentar na praça. Ultimamente tenho preferido a praça do Bom Jesus. Uma boa parte da minha infância está lá. Seja nas pedras, na grama, no coreto, o sino da igreja, os pássaros no final da tarde... Bem, eu desejo a todos que vivem aqui ou que viveram ou que fizeram alguma coisa por Itu, mais 400 anos de vida. Felicidades!
Escrito por Emerson Sitta às 14h32
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UMA REALIDADE INCONVENIENTE Chegará o dia em que uma boa parte da população mundial irá ler os seus livros preferidos em uma tela, uma espécie de livro eletrônico. Num primeiro momento parece uma situação absurda, inaceitável. É semelhante ao que ouvimos por aí na Educação de que o professor será substituído por um computador. No entanto, para um mundo de tantas transformações, chegará mais uma: o kindle. Um dos modelos desse aparelho tem tela de 9,7 polegadas e mede 26,4 cm de altura por 18,3 cm de largura e espessura de 1 cm. Com teclado embutido e acesso a internet, é possível baixar o livro que deseja, ler com o tamanho de letra que prefere e ainda procurar palavras no dicionário. Não, isso não vai pegar. E não pegou mesmo da primeira vez. Mas essa nova investida vai polemizar o mercado. Surpreendente é que há uma empresa brasileira interessada. O Mix leitor D, criado no polo digital de Recife, será lançado em junho de 2010 em duas versões: básico (R$ 650,00) e Premiun (R$1.100,00) Certamente, não irá substituir totalmente o livro de papel. O Kindle deve ser usado livremente pelos leitores que procuram informações técnicas. Mas será que algum autor de literatura mais preocupado com o mercado do que com as letras não poderia usá-lo como mais uma estratégia para conquistar novos leitores? E nas escolas. Sabemos que a leitura é pouco valorizada. Como é difícil ler e interpretar! Como é difícil encontrar um aluno que goste verdadeiramente de ler! Talvez o Kindle com o formato que tem possa atrair esse público. Talvez, pois o conteúdo não será tão superficial como o da internet e outras "coisas" que eles gostam de fazer ou ver na net. Um argumento interessante e que vai ser usado logo logo é o rádio. Quando inventaram a TV o rádio estava condenado. E hoje ouvimos rádio diariamente, como antigamente, mas em veículos, formatos e acessos do futuro. Assim também aconteceu com o LP. O CD acabaria com ele. Não acabou, muita gente preservou e exige ainda o LP. O fato é que ele chegará e não teremos como impedir. Bastará usar com cuidados e sensibilidade.
Escrito por Emerson Sitta às 22h38
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TERCEIRO ANO - AVENTURA DA VIDA Realmente, a dor existe. Ela está presente em quase todos os momentos de nossa vida. Seja para salvar ou nos salvar ou apenas para nos dizer que o tempo corre e que a vida precisa de lembranças. Nesta semana participei de três formaturas. A primeira, das duas turmas de terceiro do Colégio Domus Sapiens - ETAPA - de Jundiaí, a segunda do nono ano do INTEGRAL Itu e a terceira, exatamente do terceiro ano do INTEGRAL Itu. Palavras, palavras. Eu procuro e não acho. Eu que fiz tanto por elas. Promovo, instigo, provoco. Mas agora elas não vêm. Não sei o que dizer. Sempre eu tentei viver bem com as palavras. Procurei na mais louca parte do meu cérebro algumas, outras na mais incrível parte do meu coração. Nunca estive bem com elas. Jamais acreditei que houvesse um dia dito as melhores, ainda mais escrito. Mas eu fiz uma vida inteira com elas e outras vidas me esperam além. Fiz jornais, debates, apresentação de filmes, análises, exposições, dei opiniões, plantões, fiz discurso político, cultura, até poesia eu fiz. Em todas as minhas aulas e correções de redações eu procurava manter a linha de uma ideia que acredito ser a melhor: a de que deve haver no que dizemos uma qualidade que é somente nossa, uma característica, uma paixão. Percorri textos de ideias geniais, aprendi como o mais humilde dos aprendizes, mas eu sei que apertei, pressionei cada um deles contra a parede. O que eu queria é que eles tivessem palavras para dizer em qualquer tempo e que não passassem pelo que estou passando agora. Desgraçado tempo, foi passando. Alguns melhorando outros estrapolando as medidas que eu tinha. Faziam também provocações. Até que chegando ao terceiro ano, para alguns alunos, não havia mais aprendizado, mas troca de conhecimento. Era um prazer ler o texto deles. Não sei ao certo se o trabalho está bem feito, tenho fé que sim, mas pretendo colher esses frutos ainda. A vida precisa andar um pouco mais para vocês perceberem o que viram, fizeram ou deixaram de fazer. E falo com experiência, não me lembro de ter sido um aluno acima da média, me destaquei mesmo na graduação porque reconheci erros e tentei corrigi-los. Às vezes sozinho, outras na companhia de alguns mestres do passado e do novo presente. Difícil este caminho das letras, das palavras. Parece que comumentemente nos perdemos entre razões e emoções. Apaixonado pela vida, pelo sentido estranho que ela tem, fiz das palavras minha guia. Além de brincar com elas, resolvi ensinar. Aprendo diariamente a viver melhor. Reconheço que mesmo com aqueles outros, que pouco fizeram, aprendi, pois havia neles em alguns momentos uma certa leitura da vida que lembrava a minha ou aquela que nunca havia entendido. É desumano ensinar. Os conflitos são imensos. Uma responsabilidade grande demais. Formar cidadãos até que é fácil, são regras e mais regras, mas formar homens, isso não sei ainda quem conseguiu totalmente. Palavras, palavras. Para vocês eu digo apenas que em minha conduta pensei sempre positivamente que estava formando ao menos governadores do mundo. Alguns farão por escrito, mas outros por palavras ditas. Serão paixões, fugas, atribuições, responsabilidades e principalmente, revoluções. Governadores, isto o que são agora. Governadores do mundo digam, expliquem, convençam, mintam, façam o que for preciso para governar o mundo. Somente palavras transformam, se não ditas, mas escritas. Espero também que não tenham os conflitos que me perseguem, que não se percam em palavras, que nunca abandonem os livros, os rascunhos, a disciplina de escrever. Afinal escrever = viver. Quanto mais nos aprofundamos na engenharia do texto, mais surpreendidos ficamos pelo conhecimento e pelo mistério da vida. Palavras, palavras. Igualmente não se esqueçam, governadores, de que alguns roubam nossas palavras, por isso publiquem. E, ainda, que alguns imitam, distorcem ou colocam palavras na nossa boca. Fiquem atentos para o que dizem ou escrevem. Olhem para a história do mundo, toda ela está repleta de frases, ameaças, respostas, discursos, declarações, tratados, acordos, convênios, intenções, planejamentos, sentenças, atos institucionais, censura, requerimentos e ultimamente pedidos de desculpas. Palavras, palavras. Espero que nunca se sintam sozinhos e que sempre tenham algo a dizer para alguém. Boa sorte e uma boa redação da vida para todos. Sempre disposto a ouvir e a debater Professor Emerson Sitta
Escrito por Emerson Sitta às 11h10
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MTV - DESDE CRIANÇA EU ASSISTO Me lembro que quando tinha lá uns 13, 14 anos comecei a assistir a MTV. Meu pai, um cara antenado em transformações tecnológicas, mandou instalar uma antena parabólica em casa. A MTV por um tempo era liberada, depois cortaram. Recentemente adquiri um super pacote de TV paga e lá estava a MTV. Tem programas bons, interessantes. Alguns não gosto. Não gosto mesmo dos programas de clips musicais. Mas o que gosto é MTV Debates, apesar de ser o Lobão o apresentador, Furo MTV, Notícias MTV, 15 minutos com Marcelo Adne e o meu preferido tem sido um programa chamado Quinta categoria. Este programa coordenado pelo Marcos Mion apresenta uma série de humor de improvisos com o ótimo grupo Os Barbixas. Legal, divertido e o tempo passa rapidinho. O bom da MTV também é que tem reprise. Difícil assistir o Quinta Categoria na quinta à noite. Assisto mesmo na quarta à tarde.
Escrito por Emerson Sitta às 15h25
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PIADA DO MEU AMIGO NOBRE Piada do Nobre: Um homem foi a um velório sem sequer ser convidado. Quando chegou perto do caixão para “prestar sua homenagem”, percebeu que ali havia uma escultura de um coração feito de papel. O homem fica espantado com o que aquilo significava e perguntou: _ Para que este coração? – perguntou com a maior cara-de-pau _ É porque este homem que faleceu era um grande cardiologista e, por isso, foi feita uma homenagem a ele – respondeu o melhor amigo do falecido Depois de ouvir a resposta, o homem começa a dar risada e exclama: _ Imagine se ele fosse um grande ginecologista!!
Escrito por Emerson Sitta às 16h42
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PROFISSÃO ELETRICISTA E ESPERTO Um dia desses um eletricista visitou minha casa para um pequeno serviço. Uma simples instalação. Não demorou mais que 30 minutos. Surpreendente foi a conta: R$ 80,00. Bom, ele deve ser eletricista da NASA talvez. Pensei: puxa, eu fiz graduação, especialização, mestrado, leciono em dois colégios e em duas faculdades e não ganho e acho difícil um dia ganhar, R$ 80,00 a hora aula. Quem é que regula essa droga de mercado? Se eu tivesse sido roubado, não sentiria o que sinto agora. Podem dizer que fui ingênuo, eu admito. Devia ter feito uma pesquisa melhor. Mas o tal veio por indicação e, meus caros leitores, jamais esperava por um preço desses. Até R$ 45,00 eu pagaria sem problemas. Mas R 80,00?
Escrito por Emerson Sitta às 16h37
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O PASSADO CONDENA. Demais mesmo é ouvir o Roberto Justus dizer que o Show do Milhão é um programa educativo. O que será que ele entende de didática, estratégia pedagógica, pesquisa, discussão acadêmica, artigos científicos, defesas de teses etc?
Escrito por Emerson Sitta às 16h30
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CAMISINHA, NÃO QUERO NEM VER. Daqui a pouco vamos ter de aguentar um sujeito vestido de camisinha sambando em um baile de carnaval. Na tela vão chover camisinhas de qualidade duvidosa distribuída pelo governo. E não podemos fazer nada. A praga existe e ainda temos que controlar a natalidade. Melhor fazer, já que não tem mais jeito de segurar, mas com segurança. Viva a democracia, a liberdade sexual e o que mais tem no mundo. Eu não gritaria tão alto assim para a Eduação no Brasil. Não vejo uma propaganda tão forte e incisiva para a Educação. Nem sei quando se falou um dia tão abertamente sobre Educação como se fala sobre sexo. Mas dizem que essa propaganda é uma forma de educar. SERÁ?
Escrito por Emerson Sitta às 16h28
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DEVIA ODIAR RIMBAUD E BAUDELAIRE Ainda me incomoda muito a condição de vassalos que temos na literatura brasileira. Malditos ignorantes. Ouço dolorosamente sempre essa papagaiada que Rimbaud é isso e que meu poeta preferido é Baudelaire. Parece que vivemos de um tempo que não nos pertence e de poetas que não viveram nossa realidade. Não digo para desprezá-los, muito menos ignorá-los, mas vamos deixar de lado essa ideia que sempre temos muito para aprender.
Escrito por Emerson Sitta às 16h21
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MAIS QUE UM POUCO DE TUDO QUE TIVE QUE MUDOU UM POUCO DO TUDO QUE FUI. É livre o homem que é apaixonado pela poesia. É irremediavelmente livre o homem que compreende a forma poética.
Escrito por Emerson Sitta às 16h15
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PARA QUEM NUNCA CONHECEU O QUE É RECEBER UMA CARTA. TODAS AS CARTAS de amor são Ridículas. Não seriam cartas de amor se não fossem Ridículas. Também escrevi em meu tempo cartas de amor, Como as outras, Ridículas. As cartas de amor, se há amor, Têm de ser Ridículas. Mas, afinal, Só as criaturas que nunca escreveram Cartas de amor É que são Ridículas. A verdade é que hoje As minhas memórias Dessas cartas de amor É que são Ridículas. (Todas as palavras esdrúxulas, Como os sentimentos esdrúxulos, São naturalmente Ridículas.) (Álvaro de Campos – 21-10-1935)
Escrito por Emerson Sitta às 15h24
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