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o pequeno descobridor

 

Diante do mundo, com os olhos abertos, disse aos senhores que partiria. Nada me impedirá. Serei dos senhores o melhor, nada me atingirá.

Partiu em distância desconhecida. Usava uma nau, homens a disposição para um tempo longo de viagem. O pequeno descobridor corria pelos mares sem a ajuda de instrumentos. Não temia a fome nem a guerra. Sua vida era descobrir.

A nau cortava o oceano, do vento se abastecia, seguia as linhas do acaso. A descoberta era alma, era a alma de todos. Nenhuma ideia diferente perturbava a vida daqueles homens. O pequeno descobridor colocou na cabeça deles que a vida era cheia de aventuras, mas elas apenas seriam vividas se o tempo de recordá-las existisse.

Dali em diante a cada trecho de mar, os homens recolhiam histórias para contar aos seus quando velhos, homens jovens e velhos de tantas aventuras. Assim, a nau seguiu rumo ao incerto, ao tempo de novas escolhas, a um sentido de liberdade que nenhum havia conhecido.

O pequeno descobridor estava se tornando, a cada onda vencida, a própria descoberta.

Suas mãos deveriam crescer, seus olhos deveriam enxergar mais longe. De tempo em tempo, de novas e novas aventuras, o pequeno descobridor teria pés maiores, mãos cheias, cabelos soltos, diplomas, fotos, família.

Sem perceber, os homens da nau seriam outros companheiros, a nau um carro, uma moto, a descoberta a própria ação de viver.

A coragem dos velhos agora estaria plantada no coração do pequeno descobridor. Acumulando vitórias e alguns tropeços, seria um pai, um herói, um jovem velho cheio de aventuras para contar.

O pequeno descobridor é o passado. É o tempo de nós mesmos quando o tempo era uma alternativa, porque quase sempre sonhávamos.

O pequeno descobrir, hoje olha para o mar e vê em seu filho outro descobridor, fez a vida continuar ainda que tantos queiram pará-la.

 

 



Escrito por Emerson Sitta às 17h30
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A música da minha vida

 

No canto da sala, a música servia aos interesses do vento. Às vezes, corria para lá, outras vezes corria para cá. Tentava me esquivar para sempre daquela música. Igual mosquito que não se vê, tentava espantá-la. Mas nada disso deu resultado. 

A música hospedou-se em meu ouvido, no esquerdo, o melhor, e ficou lá por um dia inteiro. 

Quando respirava cantava. Alguém se despedia, cantava. Depois de um gole de água, cantava. O amor chegou, cantei para ela. Na hora do banho, o show foi completo. Repeti várias vezes, eles pediam, não sei bem quem, mas eles pediam. No final do dia, já cansado, mas experiente em canto, fiz versões diferentes. Cantei como blues, como samba, como rock, cantei como gospel, como Elis Regina. 

No dia seguinte, nada de música. Nem um tremor, um bate na porta, uma campainha, nada me servia. Ninguém queria me ouvir, me fazer ouvir uma música. O rádio falava sozinho. As canções eram burocráticas. Principalmente, as de amor. Eu não tinha nada a ver com aquilo. O som agora era do trabalho, da máquina que pensava, que afirmava e respondia a tudo e a todos.

No fim do dia, no mesmo fim de dia de sempre, uma música voltou a me perturbar. Era o som do silêncio que me promovia a ser humano. O infinito derrubou sobre mim sua estrada. Eram blocos de pedras, é claro, cada pisada uma música. Fiquei em meio ao caos que era a constelação de coisas da minha vida. As músicas juntas formaram um dizer sem dizer, nada era possível entender. Era como um raio, atingia, e basta. 

Anestesiado, os passos da calçada de casa se abriram. Foi o tempo de dar a volta da chave na porta e a música voltou. Ela estava lá ainda, naquele canto da casa. Foi assim que vimos o tempo ruir novamente. As estrelas voltaram, o copo de água, o sofá da sala, a janela aberta, o beijo da mulher amada. A música agora era de nossa vida. Romance inenarrável. Volúpia.

No limite do improviso, decretamos que a música de nossas vidas era a mesma de sempre desde que havíamos nos conhecido. Era igual a de todos os casais que se amam. Eu te amo e isso basta. Poesia quase concreta. 

Até hoje me pergunto sobre a música de minha vida e não encontro. Tenho encontros com muitas. Até aquelas que não deviam, que insistem em viver demais. A única que canta sempre é a do meu amor, do meu bem. É assim que acabamos por hoje...

 

E basta...



Escrito por Emerson Sitta às 14h48
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Semana de arte moderna, eu estive lá, e você?

 

Este ano comemoramos 90 anos do acontecimento, talvez, mais importante da história da literatura e da arte no Brasil. Você concorda? Entre tantas leituras, telas e apresentações, o que ficou para nós foi a importância do nacional. Você concorda? Uma virada, um basta a todas as imposições vindas de fora, todas sempre superiores. Chega de motivações que nada tinham a ver conosco, com essa população brasileira, múltipla e simultânea. Você concorda? A intenção era autenticar a literatura e arte brasileiras. Não servir aos parnasianos ou simbolistas, usar palavras brasileiras, ainda que a forma fosse a mesma ou outras tantas que já circulavam pelo mundo. Você concorda? Olhando de fora ou de longe, a questão que parece não ter resposta é como esse feito da elite paulistana, predominantemente, com objetivo de romper, a tal famosa ruptura, não chegou aos de hoje, aos de agora. A semana ficou na história, isolada e sem movimento. Você concorda? Nada parece ter sido feito para valorizar os poetas, artistas e outros participantes. Eles morreram sem causar espanto ou outros impactos. Ficamos com a "família" Andrade, mas parece que os transformamos em figuras da aristrocracia, de um reino impossível de ser alcançado. Você concorda? Poemas que hoje ainda causam impacto, mas que parecem figuras, bustos da história antiga do Brasil. A semana parece como o feriado de Tiradentes, todo mundo viaja e não sabe bem porque ele morreu. Você concorda? Talvez quando comemorarmos 100 anos, alguma coisa mude. Você concorda? Ainda há tempo, os poemas estão para ser loucamente interpretados. Mas onde está esse freio, quem está pisando nesse freio que não nos deixa tocar a verdadeira história? 



Escrito por Emerson Sitta às 12h43
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Juízes ou educadores

 

Recentemente, um juiz daqui e outro de lá, decidiram sobre a abertura ou não da correção da redação do ENEM. Fiquei pensativo sobre a importância de homens ou mulheres, ou melhor, desses cargos ou atributos para a sociedade. Sempre acontecem "coisas" absurdas nesta sociedade que quer ser de primeiro mundo e os juízes, nessas horas, aparecem para resgatar e preservar os direitos do cidadão. É louvável, engrandecedor, extremamente necessário, mas eu achei estranho demais tantos juízes neste caso do ENEM e nenhum educador, digo educador de verdade, e não economistas com foco na educação. 

O que a imprensa divulga é bagunça e descontrole. O ex-ministro sendo questionado e o novo ministro demitindo. Reportagens sobre redações do ENEM e o cancelamento de uma edição da prova.

Eu fiquei horrorizado com a reportagem divulgada pelo programa Fantástico. A banca de avaliadores que eles montaram era normativa, gramatical e literariamente duvidosa. Mario Prata? Mario, o que você estava fazendo nessa banca? O pior mesmo foi o resultado. A prova não merecia a nota que recebeu, mas também não merecia uma nota muito boa. Vamos ficar no meio termo, devem ter pensado. Os critérios que usaram? Os do ENEM é claro. Você conhece? Não? Acho que nem os alunos conhecem bem.

Eu questiono porque tudo pareceu uma questão de gramática, de construção de parágrafo, pontuação e o que parece ser o mais importante, o uso de conectivos. Ideias atrasadas, ultrapassadas. Não devemos desprezar o conteúdo gramatical, não queremos o fim da "gramática", queremos a língua sendo usada respeitando valores sociais, históricos e culturais. Temos que deixar de impor para experimentar, deixar de engolir para construir, deixar de repetir para planejar o novo, o brasileiro tem de deixar de ser seguidor e passar a ser revolucionário. E para isso, o estudo da língua precisa estar organizado em valores que dialogam entre si, chocam e provocam reações, movimentos, experimentos, descobertas. Basta de imposição. 

Mas nada disso será pior que um juiz determinar o próximo tema de redação do ENEM.

 

E basta para mim...



Escrito por Emerson Sitta às 17h22
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MENOS CARROS E MENOS GENTE...

 

O mundo vai acabar quando todos pegarem seus carros e forem ao shopping. É isso mesmo. Tem mais gente no mundo. Quando eu tinha menos idade, aquele tempinho bom, parecia mais fácil viver, correr, se deslocar. Agora o tempo é do carro, do dinheiro no bolso, dos prédios e principalmente das rodovias pedagiadas.

Tudo tem de ser rápido, preciso, infinitamente melhor, nada pode estar fora do lugar... Mas nos esquecemos de um detalhe importante: a educação. O Brasil cresce e ainda alguns aluninhos escrevem o nome de seu país com letra minúscula, com "z" ou de qualquer forma. A globalização está nos automatizando, mas não está nos educando. Alguma "coisa" deve ter de bom essa tal globalização. Pelo menos parar, dar a passagem, dizer bom dia, por favor, pensar no outro, pensar sempre no outro...

 

E o mundo não vai acabar não senhor. Seria bom demais se acabasse. Todos teriam uma bela desculpa por não fazer ou por fazer mal feito. A culpa é do mundo que acabou. Acabar o mundo seria uma bênção. Deixa pra lá, o negócio é ir tocando que não há jeito desse planeta explodir.

Então vamos salvá-lo do pior com Educação. Comece em casa, na família, com os vizinhos e por onde mais você andar. Dê a passagem, ofereça um abraço, deixe o pedestre atravessar. Cumprimente o amigo, o primo, os filhos. Jogue o lixo em sua casa. E assim vai... a lista é grande. 

 

Basta... Feliz 2012...




Escrito por Emerson Sitta às 21h16
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É uma questão cultural...

 

Desde que comecei meu doutorado em Linguística Aplicada essa questão cultural tem perturbado minha cabeça. Agora, para mim, tudo parece ter uma explicação cultural. O desvio de verba, o "mensalão", a privataria, o peculato, lavagem de dinheiro, sonegação de impostos... tudo isso e mais um pouco parece ter uma justificativa. 

Se olharmos para a história recente do país vamos ver que sempre há um comportamento que nasce de um outro comportamento antigo. O furto, por exemplo. Quem pode pagar por um clips? Por uma folha de papel? Por um lápis que já está na metade? E uma caneta? Ninguém paga. Não há uma pessoa que se importe com isso. Furtamos nossos patrões, nossos amigos, nossos parentes, pais e filhos. De um desconhecido nem preciso falar. 

Por que não temos consideração pelo outro? Será que somos desapegados da matéria? Ou temos certeza que um dia devolveremos? 

Talvez tenhamos que pensar um pouco mais nisso ou nessas "coisinhas" que furtamos. Sempre precisamos nos guardar, reservar um pouco para o futuro, tirar de quem tem mais? Por que pensamos que os outros nem vão perceber?

E agora eu pergunto: Qual é a explicação que há sobre isso em nossa história? Mais uma pergunta: Será isso mesmo uma questão cultural? Última pergunta: Se for cultural, isso pode mudar já que agora somos uma potência econômica?

 

Basta...



Escrito por Emerson Sitta às 11h42
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ESPECIAL PARA O BLOG REDIGIR - A MÚSICA ABAIXO PODE CAIR EM ALGUM VESTIBULAR IMPORTANTE, AINDA ESTE ANO

 

Este blogueiro, professor-estradeiro, sempre erra. Mas continua tentando. A música abaixo deve cair em algum vestibular importante do país ainda este ano. Cuidado, se eu estiver certo, a prova poderá ser anulada. Assim, melhor parar de ler ou leia e não conte para ninguém. E isto pode ser muito perigoso mesmo, o ministro pode cair, acho que nem tanto, ele não financia o meu blogue. Mas, de repente...

 

Bom, segue a música.

 

Música Urbana 2 Legião Urbana
Em cima dos telhados as antenas de TV tocam música urbana, 
Nas ruas os mendigos com esparadrapos podres 
Cantam música urbana, 
Motocicletas querendo atenção às três da manhã 
É só música urbana. 
Os PMs armados e as tropas de choque vomitam música urbana 
E nas escolas as crianças aprendem a repetir a música urbana. 
Nos bares os viciados sempre tentam conseguir a música urbana. 
O vento forte seco e sujo em cantos de concreto 
Parece música urbana 
E a matilha de crianças sujas no meio da rua 
Música urbana. 
E nos pontos de ônibus estão todos ali: música urbana. 
Os uniformes 
Os cartazes 
Os cinemas 
E os lares 
Nas favelas 
Coberturas 
Quase todos os lugares 
E mais uma criança nasceu. 
Não há mentiras nem verdades aqui 
Só há música urbana 



http://www.vagalume.com.br/legiao-urbana/musica-urbana-2.html#ixzz1e9Jh8dNX

 

Vou antecipar também a questão que pode cair. O que significa música urbana? Será que fazemos parte da composição desta música? De que forma fazemos parte da composição dessa música? Há uma série de enumerações na música, elas têm valor poético e expressivo? A música urbana é sinônimo de protesto?

 

É isso, espero que eu esteja errado...



Escrito por Emerson Sitta às 09h28
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Indefinidos

 

Existem na gramática algumas classes de palavras, na gramática normativa é claro, que se identificam muito bem com o que eu pretendo falar agora. Na verdade não são bem as classes de palavras, mas algumas palavras propriamente.

 

Vamos começar pelo pronome. Há uma qualidade de pronome conhecida como Indefinidos. Para que eles servem? Bom, uma resposta simples: há algumas situações na vida que não temos certeza do que estamos falando, não que sejamos loucos, mas que ainda estamos num processo de reflexão que não se fechou. Assim, usar um pronome indefinido parece ser o mais adequado. Não acha? Vamos fazer o teste?

"Eu tenho tanto para lhe disser, mas com palavras não sei dizer"

 

Normalmente quando estamos apaixonados, temos muito a dizer, mas não sabemos bem o quê dizer. Tanto, assim, é um exemplo de pronome indefinido. 

 

(continuarei outro dia)



Escrito por Emerson Sitta às 21h03
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PROFESSOR = A PM QUE FAZ "BICO" DE SEGURANÇA

 

10% dos professores no país fazem 'bico'

Docentes procuram uma segunda ocupação mais do que padeiros, corretores de imóveis e PMs, segundo estudo

Para especialistas, média salarial não é única explicação para impulsionar o professor à dupla função

FÁBIO TAKAHASHI

DE SÃO PAULO

ELTON BEZERRA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Semanalmente, a professora de ciências Sonia Maria de Barros Cardoso, 52, leciona 32 horas em duas escolas públicas no Rio. Seu salário é de R$ 1.800.
Para complementar, vende cosméticos, o que lhe rende R$ 1.000 mensais em oito horas semanais. "Em datas comemorativas, chega a ficar igual ao que ganho no magistério", afirma a docente.
Como Sonia, outros 266 mil professores da educação básica do país possuem uma segunda ocupação fora do ensino, um "bico", aponta estudo apresentado no mês passado pelos pesquisadores da USP Thiago Alves e José Marcelino de Rezende Pinto.
O número representa 10,5% do magistério nacional, índice bem acima do da população brasileira (3,5% têm uma segunda ocupação). O estudo usa a Pnad-IBGE e o Censo Escolar-MEC, ambos de 2009, e abrange as redes privada e pública.
Alguns dos mais frequentes "bicos" dos docentes são os de vendedores em lojas e os de funcionários em serviços de embelezamento.
Segundo a pesquisa da USP, os professores recorrem mais à segunda ocupação do que os padeiros, os corretores de imóveis e os PMs.

POLÊMICA SALARIAL
Para os autores do estudo, a maior incidência do "bico" entre os professores está relacionada aos baixos salários.
A média salarial dos docentes do ensino fundamental, segundo a pesquisa (entre R$ 1.454 e R$ 1.603 à época), é inferior ao que ganham, em média, corretores de seguro (R$ 1.997) e caixas de bancos (R$ 1.709).
"O professor, com isso, é obrigado a despender energia em ações que não têm a ver com aulas", diz Alves.
Para alguns especialistas, no entanto, a questão não é tão simples.
"Os salários não são uma maravilha, mas, se comparados à média da população, os professores não estão morrendo de fome", afirma Simon Schwartzman, pesquisador do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade.
"Sempre que há concurso para contratação de professores para as redes públicas há uma grande concorrência. Se a profissão fosse tão ruim, não haveria fila", diz Samuel Pessoa, da FGV.



Escrito por Emerson Sitta às 10h47
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VAI !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

 

 



Escrito por Emerson Sitta às 10h42
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O QUE VOCÊS ACHAM DISSO?

 

http://www.todospelaeducacao.org.br/comunicacao-e-midia/educacao-na-midia/19139/ensino-medio-deve-ser-mais-flexivel-dizem-especialistas/

 

 

 

 

EDUCAÇÃO NA MÍDIA

 
27 de setembro de 2011


ENSINO MÉDIO DEVE SER MAIS FLEXÍVEL, DIZEM ESPECIALISTAS

Um modelo que contemple mais informações e menos disciplinas obrigatórias é uma das opções apontadas por educadores

Fonte: Gazeta do Povo (PR)



A necessidade de revisão do currículo do ensino médio no país é unanimidade entre educadores e especialistas em Educação. Neste ano, o consenso também chegou ao governo federal, que, em maio, aprovou novas diretrizes curriculares para o grau.

As mudanças propostas, porém, ainda são vistas como insuficientes e não devem mudar o panorama dos principais problemas que atingem esta fase de ensino, – entre eles a evasão escolar e a falta de encaminhamento ao mercado de trabalho.

Para o presidente do Instituto de Corresponsabilidade pela Educação (ICE), Marcos Ma­­ga­lhães, o ponto principal dessa reforma deve ser na função de despertar o interesse do aluno, uma vez que seu perfil mudou e exige atualizações.

“Certamente, o currículo carece de uma revisão pensando em como atender esse jovem que sai do ensino fundamental cheio de demandas e com um acesso a informações muito maior, com o uso constante da internet”, afirma Magalhães.

Ele deixa claro, no entanto, que o alto nível de informação desses jovens não reflete na necessidade de um número exagerado de disciplinas.

Pelo contrário: a “pluralidade obrigatória” de matérias seria o primeiro equívoco do currículo brasileiro de ensino médio. “O jovem acaba aprendendo os conteúdos de forma muito superficial e ainda sendo obrigado a passar por aulas que ele não quer ter”, diz o especialista. 

Seria o caráter “enciclopédico” do currículo, como define a gerente de assuntos estratégicos do Instituto Unibanco, Camila Iwasaki. “Ele ainda traz uma infinidade de conteúdos, que acabam sendo pouco atrativos. E isso faz com que a escola fique menos interessante, não atendendo à demanda do público voltado a ele”, defende Camila. 

Este é o ponto definitivo, de acordo com a professora do Setor de Educação da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Taís Tavares. Segundo ela, o jovem não encontra na escola um lugar onde “seus questionamentos são respondidos”.

“Com isso, além da falta de identidade com o ensino, o aluno ainda não avança em algumas questões básicas, assim como não tem uma orientação para seguir sua formação”, afirma.

De acordo com ela, esta orientação seria papel do professor – o qual também necessitaria passar por uma atualização, bem como a infraestrutura das escolas. Com isso, e avançando no combate à evasão, seria possível dar um encaminhamento melhor desses jovens não apenas à graduação, mas à formação pessoal, abrindo possibilidades de carreiras e demais escolhas.

No entanto, não existiria um modelo ideal para isso, movendo todo o modelo para o ensino técnico ou para o profissionalizante, por exemplo. Pelo contrário: a aposta, mais uma vez, deve ser na flexibilidade e nas opções de cada aluno. “Hoje, está mais do que na hora de olhar a demanda de cada jovem e, na medida do possível, buscar contemplá-la”, afirma Camila, do Instituto Unibanco.


Entrevista - Marcos Magalhães, presidente do Instituto de Corresponsabilidade pela Educação (ICE)

A evasão escolar no período do ensino médio anda é alta, chegando a até 40% dos alunos – na diferença entre os jovens que se graduam neste nível e os que concluíram o ensino fundamental. Marcos Magalhães, presidente do Instituto de Corresponsabilidade pela Educação (ICE), comenta algumas possibilidade para alterar este quadro. Confira alguns trechos da entrevista concedida para a Gazeta do Povo:

A situação de evasão do ensino médio é preocupante. Quais as principais causas disso?

Pesquisas recentes mostram que a escola é chata, não agrega nada e está desvinculada da realidade. É basicamente um problema qualitativo. E isso faz com que ela fique desinteressante tanto no dia a dia das aulas, quanto no exercício do jovem pensar em seu futuro.

E quais mudanças no currículo do ensino médio poderiam vir para evitar este quadro?

Os estudos mostram que o maior fator de saída dos jovens do ensino médio é a falta de interesse. O maior equivoco brasileiro é ter um modelo só para todos os alunos, o que não existe em lugar nenhum no mundo. Por isso, o currículo precisa ir além, precisa especificar mais as disciplinas e encontrar o equilíbrio entre quais conteúdos e matérias o jovem deve dominar e o que mais pode ser interessante para sua dedicação.

E a questão sempre lembrada dos jovens que abandonam a escola devido ao trabalho? Ela tem influência ainda hoje?

Este acaba sendo um falso dilema. A pressão da família para que o jovem abandone a escola em razão do trabalho acontece, geralmente, quando o aluno repete de ano uma ou até seguidas vezes. Já quando ele vai bem, avança nas séries de acordo com a sua idade, sendo aprovado e aprendendo, a estória é outra. A família começa a ver com outras perspectiva, como uma oportunidade de futuro.


Proposições
Veja os principais pontos propostos pelas diretrizes do Conselho Nacional de Educação(CNE) e, em contraposição, o que os especialistas ouvidos pela Gazeta do Povo indicam como ideais.

CNE
• Flexibilização do currículo; 
• Possibilidade de aumento na carga horária do ensino médio, o que ficará a cargo das escolas;
• Definição de quatro eixos básicos para o ensino neste nível: trabalho, ciência, tecnologia e cultura;
• Possibilidade de alongar a duração da fase, que poderia passar dos atuais três para quatro anos.

Especialistas:
• Aulas em tempo integral para todo o ensino médio – jornadas de sete ou oito horas.
• Definição de disciplinas eletivas que já direcionariam os alunos às áreas de interesse na carreira.
• Acompanhamento de tutores, voltados ao auxílio e ajuda dos alunos no cotidiano escolar e na tomada de decisões ligadas à carreira.
• Capacitação dos professores e adequação da infraestrutura das escolas.


 



Escrito por Emerson Sitta às 14h49
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DAQUI PRA FRENTE, VAI SER ASSIM...

 

Ontem eu vi, hoje eu vejo, amanhã pode ser que eu esteja morto, mas mesmo assim eu tento acertar o futuro. Estou vendo investimentos, desvios, acontecimentos, ONU, mulher no poder, guerras, mortes de terroristas, ataques, invasões, derrubadas de poder, queda da bolsa, aumento do dólar, contas novas para pagar...

 

Mas aqui eu vejo um país diferente. Estamos prontos para o ataque. Podemos e poderemos mais logo logo, atacar a pobreza, a inanição, o trabalho escravo, a corrupção de menores...

 

Sou filho da ditadura. Podia ser filho de uma qualquer, mas a história diz que sou filho da ditadura. Nasci em 1977. Tempo em que as coisas começam a ficar mais "tranquilas". O que eu ganhei da ditadura? Boa pergunta, mas boa pergunta mesmo. 

Eu ganhei aulas de OSPB, Educação Moral e Cívica, ganhei a leitura dos clássicos gregos, latinos e europeus, ganhei os Lusíadas, temor aos meus professores, respostas decoradas, punições, palmadas, chineladas, cintadas, toque de recolher. Ganhei carros pequenos e desconfortáveis, ganhei a inflação e depois a superinflação, ganhei poucas opções de escola, mínimas opções de faculdades e universidades. Ganhei o atraso tecnológico, ganhei a dependência, o subdesenvolvimento, a elite europeia, a corrupção dos governos, ganhei presidentes que não entraram para a história...

Bom, essa lista é imensa, vocês podem continuá-la se quiserem. 

 

Mas o que fica para mim hoje, é que vivemos em um novo país que ainda pode muito. Estamos mais inteiros, mais juntos, unidos, sabidos, somos o centro do mundo, temos respeito por alguns, suspeitas por outros, temos oportunidades e mercados em desenvolvimento, gente pobre deixando de ser miserável, investimento, controle de gastos, rentabilidade, poder de barganha, moeda estável, dívidas menores, economia, saúde, habitação e educação em desenvolvimento (é verdade que podia ser mais rápido, mas o que temos hoje é muito mais do que foi feito em todos os tempos). 

 

Especialmente, temos coragem e espírito de luta. É isso o que eu digo para o meu filho. Novos tempos estão chegando. É o que estou sentindo agora.

 

Basta...



Escrito por Emerson Sitta às 11h02
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"acho que sou o professor da matéria mais importante do mundo... Será???"

 

Acompanhem a matéria abaixo sobre o tema redação no ENEM publicada em


http://sergyovitro.blogspot.com/2011/09/o-peso-da-redacao.html

 

 

Texto de até 30 linhas vale metade na média das escolas no Enem; pesquisadores discordam de cálculo do MEC

Thiago Amaral/Folhapress

Alunos em aula no Dom Barreto, segundo lugar em ranking das
melhores em redação


FÁBIO TAKAHASHI
DE SÃO PAULO

Pesquisadores em avaliação educacional discordam da forma como o Ministério da Educação calcula as médias das escolas no Enem. Para eles, há peso excessivo à redação, em detrimento do restante do conteúdo.
Na última segunda-feira, o desempenho de quase 20 mil colégios de ensino médio, públicos e privados, foi divulgado. Um dos indicadores apresentados é a média total, calculada pelo Inep (instituição de pesquisas da pasta).
Nele, a redação vale metade. A outra vem dos 180 testes de linguagem (português), matemática, ciências humanas (como história) e da natureza (como biologia).
A reportagem ouviu pesquisadores; a maioria discorda da metodologia do MEC, a exemplo do diretor do Grupo Etapa, Carlos Eduardo Bindi, no artigo "Critérios do Enem prejudicam São Paulo", publicado ontem na seção Tendências/Debates da Folha.
Segundo o Inep, a metodologia -usada desde 2008, quando o Enem tinha 63 testes e redação- foi mantida para que fosse possível avaliar a evolução do indicador.
As principais críticas dos pesquisadores foram a desproporção dos pesos e a diferença na confiabilidade da correção entre as provas. Testes são corrigidos eletronicamente; redações, por bancas.
Das 20 melhores escolas na média total, dez não estariam na lista se apenas a prova objetiva fosse considerada.
Porém, na análise dos quase 20 mil colégios, a maioria das escolas com boas notas nos testes também foram bem na redação, mostra levantamento do pesquisador Ocimar Alavarse, da USP, que defende mudança no cálculo.
Tufi Machado Soares, da federal de Juiz de Fora, entende que o peso para a redação deve ser menor, pois a precisão na correção é menor.
Eduardo Andrade, do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa), defende que o Inep faça estudo para saber se a redação (e outras áreas) está selecionando bem os alunos.
Uma sugestão dada por parte dos analistas é que a redação e cada uma das quatro provas tenham pesos iguais.
Também do Insper, o pesquisador Naercio Aquino Menezes Filho não vê problemas na divulgação da média. "O MEC mostra notas de cada escola por cada área. Os pais podem procurar no site do Inep os dados", afirma.
A diretora de avaliação da educação básica do Inep, Maria Tereza Serrano, diz que "sempre há juízo de valor" ao montar índices assim. "Pode-se argumentar que a redação é tão importante que merece peso igual." Ela, porém, diz que pode haver mudança.
O ministro Fernando Haddad disse que não cabe ao MEC a definição dos pesos e sim aos técnicos do Inep. No Prouni, a redação vale 20%.

 

 

 



Escrito por Emerson Sitta às 10h20
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SOBRE A ALTA DO IPI PARA OS CARROS IMPORTADOS

 

Realmente, o que ficou claro para mim neste caso, é que o homem continua colocando a máquina, o lucro e o consumismo acima de tudo. Abandonamos valores humanos há muito tempo, mas com essa "onda" ecológica" pensamos que podíamos voltar a viver em harmonia. Um engano. Melhor ainda, fomos enganados.

O poder continua na mão de poucos, os privilégios continuam a existir e o CAPITAL é o chefe de toda essa corja de bandidos. Essa história de proteger a indústria nacional é outra enganação. O mercado é imenso, o mercado que é explorado, o que não é não sei qual palavra usar. Os importados servem para nos alertar das porcarias que temos aqui e do ritmo e da tecnologia de nossas indústrias. Para mim, não estamos protegendo a indústria nacional, estamos protegendo a classe C que quer comprar carros. O governo precisa mostrar que eles podem comprar carros, melhor ainda, comprar os carros que eles fabricam.

Outra conclusão que tiro dessa atitude. O governo quando quer agir, impera. Faz uso da máquina e do poder. Incentiva, corta, muda linhas de pensamento. O governo realmente é governo. Estávamos pouco acostumados com isso.

No entanto, eu fico pensando em outros setores da sociedade. Por que o governo não age tão rápido na saúde, na educação, na habitação? Por que o governo age tão pouco contra os planos de saúde? Por que age tão pouco contra os empreiteiros? Por que age tão pouco contra os oportunistas do mercado educacional?

Por que o governo não é governo quando precisa realmente?



Escrito por Emerson Sitta às 09h44
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PNE E O PIB

 

Para Idevaldo Bodião, fim do ProUni e educação inclusiva são pontos positivos, mas a destinação de 7%do PIB é insuficiente à educação

 

ACOMPANHEM A REPORTAGEM

 

http://www.cartacapital.com.br/carta-na-escola/um-balanco-do-plano-nacional-de-educacao

 

 




Escrito por Emerson Sitta às 10h03
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