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um texto que escrevi sobre a leitura e a escrita, saiu no jornal do Integral Indaiatuba, O Abaporu

                              

ESCREVER = VIVER                                                                 

 

            Dúvidas sobre o que fazer ou dizer são naturais em um mundo de transformações constantes. No entanto, a vida comum pode ser bem melhor se houver um pouco mais de reflexão, de um tipo de reflexão que somente a leitura e a escrita são capazes de promover.

            É inesgotável o poder de relações comparativas que podemos desenvolver quando conhecemos a história e observamos o presente. Trata-se de um movimento incontrolável que demonstramos logo que percebemos algum nome ou fato que nos faz ligar com outros acontecimentos. No mesmo instante, levantamos uma problemática, hipóteses e tecemos conscientemente uma conclusão. Esta é uma situação comum que podemos esperar daqueles que sustentam disciplinarmente contato com a leitura e com a escrita.

Evidentemente, que a razão nunca nos faz mais homens, porém a sensibilidade para a vida poderá ser desperdiçada se não houver domínio do que se quer dizer, para quem e por que. Quando optamos por ler ou escrever um texto, nos tornamos parte da história, não apenas da nossa história, mas de um momento que pode ser decisivo para alguém. Dentro da escola, a participação na confecção de um jornal, por exemplo, O Abaporu – Jornal do Colégio Integral – Indaiatuba, é uma atitude interessante e importante para se apreciar e compreender na prática, o exercício da leitura e da escrita.

É óbvio que os participantes desse projeto ganharão uma visão diferente da composição de um texto, logo que terão que expor para um público maior, não apenas o professor ou algum colega próximo, além de terem de se relacionar com um editor. Terão ainda um compromisso novo com o currículo acadêmico, pois com um comportamento consciente ligado ao saber conquistarão mais facilmente uma vaga em algum curso ou projeto, quando já estiverem dentro da universidade.  E certamente reunirão mais pontos para concorrer a uma bolsa de estudos, seja em nível de graduação ou de pós-graduação no Brasil ou no exterior.

            Vivendo comprometidamente com a leitura e a escrita, organizamos nosso presente e futuro e disciplinamos nosso compromisso com a vida formal e informal, porque nunca deixamos de lado a consciência e a liberdade de sentir e expor o que sentimos. Mesmo aqueles que assumem ser mais desligados de regras ou comportamentos, seguem um processo de análise e questionamento. Quando não entendem o que estão vivendo ou não conseguem ser ouvidos, escrevem. Alimentam por meio de músicas ou qualquer literatura um sonho ou desejo. E se não escrevem no papel, escrevem na mente.

            Visto como um prazer ou apenas como um processo de estudo, a leitura e a escrita desenvolvem infinitas condições para nos tornarmos melhores como homens e como cidadãos do mundo. E não precisamos buscar exemplos famosos como escritores ou cientistas porque dentro de nossa comunidade, há sempre alguém querendo nos fazer ler, escrever e melhorar nossa vida.  Assim, como bons leitores ou apenas como curiosos, passamos para as novas gerações o que de melhor fizemos, talvez um livro, um artigo de jornal, um manifesto, um discurso, uma carta etc.

 

 

Emerson Sitta, 32                                                                 

Mestre em Literatura e Crítica Literária pela PUC SP

Professor de Literatura, Redação e Comunicação Empresarial no Colégio Integral Itu, Faculdade César Lattes e Faculdade Max Planck

 

 obs.: eu ainda trabalho no ETAPA de Jundiaí e no Universitário São Paulo como revisor e redator dos simulados de redação

 

 

 

 

 



Escrito por Emerson Sitta às 20h49
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POR QUE O TEMPO PASSA TÃO DEPRESSA...

Dias assim, outros sem sim, a vida tem vivido às vezes por mim. Cartas no chão da garagem, formigas subindo pelas paredes, o jornal dobrado junto com outros que não foram lidos. Vontade de pular etapas, queimar provas, rever algumas largadas. Uma paisagem sombria eu tenho medo de alcançar. Ultimamente, visto meus olhos com a estrada. Viajo para levar o que sei e o que aprendo em cada canto do mundo. A estrada tem passagem, efêmera como somos, ela me impulsiona, faz-me pensar em novas paradas. A eternidade tinha um sentido antes, quando mais jovem, hoje, ela não me interessa. Não desejo ser eterno, viver com a certeza que ficarei para sempre. Tudo tem me levado a pensar que a curva é reta e que qualquer descida é um alívio, embora sempre queiramos subir.

 

Bom, mas eram dias assim, dias sem sim...

 

 



Escrito por Emerson Sitta às 20h43
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